Um dia esse anel que representa aliança, irá romper.
Corrompido pelo tempo que a tudo destroi, serão estes laços apenas ferrugem.
Deturpadas lembranças restarão, e quando o fizerdes estarei lá...
Não tente me enganar com meio sorriso!
Se for para mentir convença-te primeiro.
Enquanto isto me faço paciente, já que o tempo nunca esteve ao meu lado, pelo dia em que seus juízos tombarem ao chão, derramados como bom vinho, perdido pela embriaguês do cortesão.
Não preocupes porém, pois sem julgamentos recolherei teus destroços... este destino já era por mim previsto.
Tentava-se enganar por fora para confundir o que se passava por dentro, mas quem com detalhe olha, não é domado pela espora.
Não te julgo , dama inocente, enquanto não sois única dentre tantas por aí.
Remete-me a duvida então, desse imutável jogo sem fim e sem solução
Devo dizer que estes votos foram clamados por teus lábios sem suficiente desejo, E a cada sopro que negavas, uma nova esperança se revelava.
Entenda, portanto, que no jogo da vida não há espaço para prisão, e se algum dia o tornares a fazer, o mesmo erro iŕa de cometer.
A partir desta, não mais juízo terei de ti, pois com duas chances iguais dadas, a segunda ao Diabo será cobrada.
terça-feira, 6 de outubro de 2015
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
Ceifeira do amor
O juízo dos teus olhos é que alarma para a estonteante fera,
que deparas com fervor os sentimentos em matéria,
o mero vislumbre furtivo à dama endiabrada,
com meia face gélida e outra metade deturpada,
o reflexo do espelho que segura confunde-se na imagem do amanhecer,
erguendo o brilho de suas tranças mal traçadas,
e na inércia de seus olhos dispõe um homem à desgraça.
ao medo do Mouro sem tempo de perdão.
Passos leves, sutís, capazes de ferir sem partir.
Pouco a pouco caminha para sua cela,
terminada mais uma cassada, desfaz-se com pesar, cansada.
Para que em sono profundo se aquiete para nunca mais,
voltar a ser assassina de quem o amor traz.
que deparas com fervor os sentimentos em matéria,
o mero vislumbre furtivo à dama endiabrada,
com meia face gélida e outra metade deturpada,
o reflexo do espelho que segura confunde-se na imagem do amanhecer,
erguendo o brilho de suas tranças mal traçadas,
e na inércia de seus olhos dispõe um homem à desgraça.
ao medo do Mouro sem tempo de perdão.
Passos leves, sutís, capazes de ferir sem partir.
Pouco a pouco caminha para sua cela,
terminada mais uma cassada, desfaz-se com pesar, cansada.
Para que em sono profundo se aquiete para nunca mais,
voltar a ser assassina de quem o amor traz.
sexta-feira, 18 de setembro de 2015
Morte Inquieta
O que farás quando a morte bater a sua porta?
Terá mesmo valido a pena cada segundo?
A sua satisfação será completa quando este momento chegar?
Terá realizado todas as tramas bem planejadas?
Ou se arrependerá pela ilusão vivida que desviara seu objetivo?
Estará certo de tudo e não serás tomado pela dúvida e uma possibilidade de vida diferente?
Será mais um a lamentar ou terá coragem de arriscar um futuro sem arrependimento?
Terá mesmo valido a pena cada segundo?
A sua satisfação será completa quando este momento chegar?
Terá realizado todas as tramas bem planejadas?
Ou se arrependerá pela ilusão vivida que desviara seu objetivo?
Estará certo de tudo e não serás tomado pela dúvida e uma possibilidade de vida diferente?
Será mais um a lamentar ou terá coragem de arriscar um futuro sem arrependimento?
quinta-feira, 11 de junho de 2015
sábado, 23 de maio de 2015
GALEÃO
Arde-me profundamente o coração quando a tua imagem é refletida no destoado invólucro que guarda está figura.
Galhardamente calmo e sereno, lembro-me assim do delicado outono
quando a luz paira sobre ti, derramando teus cabelos como folhas sobrepostas ao orvalho.
Doutrina-me o crepúsculo de teus olhos tomados pela escuridão,
domina-me assim o doce azul da imensidão.
Vejo estrelas fadadas eternamente a brilhar,
ecoadas em beleza noturna que a todos corrompem com um mero olhar.
Nuvens passeantes, ergo minha visão,
ao sonar de um coração que resplandece ao me pulsar.
Logo uma marcha toma-me por inteiro
Progressivamente cavalga em meu ser, um selvagem sentimento pronto à guerra.
Mas não se adorna com feitio quem te desfaz com pesar.
Luis Giulianetti
sexta-feira, 22 de maio de 2015
RESQUÍCIOS DA NOITE
O apreço deslumbrante remete-me a pensar
Que amores efémeros encontram-se em qualquer lugar
Que ao soar de um ruído faz-se trepidar
Sem abrir mão do gosto insaciável de amar
Homem de sorte o que se põe a arriscar
Com palavras e detalhes ministrados em vão
Se nada podes fazer, compara-se ao faisão
Mostra-se na injúria e se esconde no trovão
Quando calma e branda deturpa minha visão
Juntando-me em inconstância e adversão
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